segunda-feira, 20 de junho de 2011


Foi-se

Ele estava hospitalizado há algum tempo, padecendo de alguma doença misteriosa. Seus parentes estavam cada vez mais preocupados, contudo suas visitas eram cada sempre menos periódicas.
Em um dia qualquer, em que ele já estava muito mau, sua mãe trouxe umas coisas para ele ver, objetos de quando tinha 3 ou 5 anos,
Começou a mexer nas sacolas, remexer a caixa, quando se deparou com uma foto.
            -Vem brincar com a gente!
            -Já estou indo.
            Lá ia o garotinho, nos seus tempos alegres de infância, era feliz e não sabia.
            -Fulaninha, brigado por isso, gosto muito de você.
            Sua mãe havia colocado a foto propositalmente. A garota, amiga de longa data, estava esperando para entrar no quarto.
Relembrando aqueles momentos de sua tão feliz infância, uma gota de lágrima brotou dos seus olhos. Sua mãe, no fundo do coração, sentiu que aquela seria sua última visita. Ela abraçou seu filho ainda comovido com a foto, e começou a chorar e repetir incessantemente o quanto ela amava-o.
A garota meio sem graça com a situação, adentrou o quarto com seu rosto lavado pelas lágrimas que surgiam a cada vez que ela olhava para o seu amigo e amor de infância, tão debilitado. Ela abraçou fortemente seu amigo e o beijou em seu rosto e em sua testa, como fazia quando eram crianças. Ela viu seu tão querido amigo desfalecer, junto com a mãe, se debruçou sobre o garoto, e ficaram entre choros e soluços.

André Gimeniz Galvão


João era um porquinho diferente, ele sempre dizia ser o mais rápido, o mais forte, o mais inteligente em fim o melhor. Afirmava que ninguém podia superá-lo em nada.
                Um belo dia, João começou a atormentar Gabriel, um amigo seu, afirmando que como ele era melhor que seu amigo, o mesmo dizia sempre servi-lo.
                -Não irei arrumar seu chiqueiro, João !
                -Você tem que limpá-lo,  ao menos que você me vença, coisa que, convenhamos, seja bem impossível!
                -Aceito qualquer desafio.
                Marcaram então uma corrida, em 3 meses.
                Gabriel, escondido, ficou preparando seu físico durante todo os meses, correu pelos campos, nadou nas poças de lama, enfim,  esforçou-se ao máximo . Contudo, seu amigo João propagava com seu tom de superioridade, que aquela causa já estava ganha, não havia feito nenhum esforço em prol de seus músculos.
                No dia da corrida, ambos estavam preparados e confiantes. Correram, correram como se sua vida depende-se disso. João chega na linha de chegada alguns minutos após Gabriel, humilhação, muitas vais por parte da vara.

Moral da historia: Ações valem mais do que palavras
Pera ai!

Pedro após um logo dia de estudos, chega morrendo em casa morrendo de fome, ainda mais que não havia levado sua merenda, para piorar a situação, seu amigo que lhe arranja uma carona faltou no dia, foi andando os 23 quarteirões até sua residência.
Sentou-se no sofá, seus pais já estavam na mesa, retirou o sapato, respirou fundo e foi juntar-se com a família.
-É, hoje o dia não foi dos melhores, desculpa a demora, hoje tive que vir a pé.
                Na ocasião, tinha costelinhas de porco
                -Isso não é o meu favorito, com certeza .
                Ainda de olho na mesa, arroz com colorau amarelo, couve flor com queijo, abobrinha ,uma grande tijela com legumes e uma panela enorme de feijão preto(exalava um cheiro que o intoxicava),hoje , realmente não era seu dia de sorte.
-Mãe , eu não estou com muita fome,não quero almoçar.
-Sem problema, porém não vai comer sorvete .
O garoto foi tirar um cochilo, chegou a sonhar de tão cansando que estava. Acordou com o barulho da porta se fechando, seus pais haviam saído, o sorvete estava livre.
Foi até a cozinha, com mil pensamentos para comer o tal sorvete de creme extra cremoso, estava salivando desde que saiu do sofá, ficou frenético pensando em cessar com aquele calor todo, abriu o frezzer, o pote chega brilhou.
-Azul ,mágico, radiante!
Estendeu sua mão para pegar, estava bem pesado, cheio de sorvete.Fechou os olhos, abriu a tampa e respirou fundo, sentiu aquele cheiro característico, não de sorteve, mas de feijão!
André Gimeniz Galvão
Outra perspectiva

Ele estava a um olhar de distância do seu destino, prestava atenção nos sons ao seu redor, o estilhaçar da água do mar, o bater do coração, as gaivotas gruindo
Aproximou-se da janela, o vento rasgando seu corpo, a  adrenalina aumentando sua preção, o coração disparado e lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Olhava para seu aposento, impregnado com suor e podridão, as pedras úmidas salientavam um ambiente tóxico, já estava saturado disso e cheio dessa vida miserável. Já parecia tão pequeno, algo indefeso e derrotado, um ser tão mergulhado na infelicidade que era mais infelicidade do quer um ser.
Olhou no horizonte, inclinou-se para frente e vagarosamente, tudo desaparece, seus sentidos foram rosetados, sobrou-se somente ele, a janela da torre e o mar.
Tudo começou a girar, seu horizonte mudou do azul para o preto, o universo começara a encolher, não existe mais nada, agora só resta um homem de pé com seu olhar para baixo, almejando sua liberdade.
André Gimeniz Galvão

domingo, 19 de junho de 2011

para sempre meu amigo

Estava arrumando meu quarto quando eu abri a minha gaveta e vi uma foto minha e de um amigo de infância que faleceu ano passado. Me lembrei de todos os nossos momentos juntos, de como eramos felizes, e ao mesmo tempo fiquei triste por ele nao esta mais aqui. Me lembrei do nosso ultimo dia juntos, e que ele falava cada palavra bonita como se soubesse que nao nos veriamos mais, dizendo que eu era a sua melhor amiga, e que a infância dele nao teria sido a mesma sem mim. Mas por um lado fiquei feliz, pois ele estava em um lugar melhor, aonde ele nao iria mais sofrer. Entao fiquei feliz por ele estar em um lugar melhor, e tenho certeza que aonde ele estiver iria esta ao meu lado, me ajudando a seguir o meu caminho, que era sempre sorri, nunca deixar que nada nos deixasse para baixo, que mesmo ele com cancer, sempre continuou sorrindo. 

Entao peguei a foto e resolvi coloca-la em um porta retrato ao lado da minha cama, para que eu nunca esqueca dele, e nunca deixar que nada me abale. Esse foi o melhor ensinamento que alguem pode receber, e eu so tenho e' que agradecer por ele ter me ensinado.



Camille Bonorandi

para sempre meu amigo

Estava arrumando meu quarto, quando eu abri a minha gaveta e vi, uma foto minha e de um amigo de infância que faleceu ano passado. Me lembrei de todos os nossos momentos juntos, de como eramos felizes, e ao mesmo tempo fiquei triste por ele nao esta mais aqui. Me lembrei do nosso ultimo dia juntos, e que ele falava cada palavra bonita como se soubesse que nao nos veriamos mais, dizendo que eu era a sua melhor amiga, e que a infância dele nao teria sido a mesma sem mim. Mas por um lado fiquei feliz, pois ele estava em um lugar melhor, aonde ele nao iria mais sofrer. Entao fiquei feliz por ele esta em um lugar melhor, e tenho certeza que aonde ele estiver iria esta ao meu lado, me ajudando a seguir o seu caminho, que era sempre sorri, nunca deixar que nada nos deixe para baixo, que mesmo ele com cancer, sempre continuo sorrindo.

Amor inesperado



Num dia Ricardo acordou, num dia comum, se levantou e foi para a faculdade, o que ele não esperava naquele dia era encontrar o amor de sua vida.
Ele chegou à faculdade e no caminho para sua sala acabou se esbarrando com Julia, uma garota que imediatamente chamou a sua atenção, mas os dois conversaram muito pouco, nem chegaram a se conhecer direito.
À noite, Ricardo foi para uma festa, na qual Julia também estaria os dois se falaram e trocaram telefones, passaram um tempo saindo juntos e trocando mensagens. Até que um dia tiveram uma súbita saudade de se ver, e se encontraram.
Ricardo e Julia namoraram, viajaram e também discutiram inúmeras vezes, até que um dia se formaram: ela em medicina e ele em administração. Decidiram se casar e morar juntos, os filhos vieram e continuaram suas vidas juntos e unidos por um belo amor.


Marina do Carmo

Lembranças



Estou no meu quarto, organizando as minhas coisas e me deparo com uma caixa que não via fazia um ano; abro-a e começo a relembrar da minha viagem.
A viagem começou em Lisboa com um grupo do colégio, todos cheios de sonhos,expectativas,anseios e curiosidade para desvendar um novo continente,que é e foi berço de tantos acontecimentos,descobertas que marcaram o mundo.
A um ano atrás estava eu saindo de Lisboa, a caminho de Madri, em um ônibus e cheia de expectativas para conhecer uma das cidades mais bonitas e cosmopolitas do mundo! Estava conversando com minhas amigas, sabendo como elas tinham passado a primeira noite no novo continente,enfim falando besteira,rindo, me divertindo.
Chegamos a Madrid na hora do almoço e ficamos todos deslumbrados com a exuberância daquela cidade. Depois do almoço partimos para o museu Reina Sofia, onde conheci ao vivo e a cores a Guernica, de Picasso.
Um ano depois estou aqui, no meu quarto, em Fortaleza, relembrando o melhor mês da minha vida.


Marina do Carmo
 

Rápidas lembranças

    Estava passeando de carro com o meu pai, quando passamos em frente ao meu antigo colégio, e comecei a lembrar da minha infância, das minhas velhas amizades, dos meus professores e das minhas brincadeiras, que por mais simples, me faziam rir e me divertir como nenhuma outra.
    Passando pelo quarteirão vi dois meninos entrando com roupa de natação na escola, e lembrei das minhas aulas de natação e que eram muito engraçadas e divertidas. 
    Um dia na aula e natação, eu estava com minhas amigas indo para a piscina quando uma amiga minha escorregou e caiu no chão com uma pose muito engraçada. Todos começaram a rir, fiquei com muita pena dela, mas como era muito pequena comecei a rir inocentemente igual as outras crianças. Ela ficou com raiva de mim, pois havia se machucado e eu estava rindo, mas depois ela mesma começou a rir da queda e a raiva passou. 
    Comecei a rir lembrando daquela cena  até que um pai perguntou o que tinha acontecido e eu comecei a contar a historia pra ele. Lembrar dessa história, por mais simples que foi, me fez perceber de como aquela época  foi com certeza a melhor época de todas.

 Ana Beatriz Simas Aragão

Almoço em família


De repente, Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou uma grunhida. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, o genro, os netos:
- Que foi, mamãe?
- Dona carolina, a senhora está sentindo alguma coisa?
- Fala conosco, vovó?
A velha porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima.
Todos se olharam sem saber o que fazer, até que seu genro gritou: 
-Ela está engasgada!
Sua filha começou a chorar preocupada, enquanto ligava para a emergência. Pedro, seu genro, tentou desengasgá-la com truques de primeiros socorros, mas não conseguia. 
O pânico dentro de casa começou, os netos choravam preocupados, a filha já tinha conseguido se acalmar, mas Dona Carolina continuava a fazer barulhos com a garganta.
 A ambulância chegou, os para-médicos invadiram a casa e correram ao encontro da senhora.
Aproximaram-se dela e cochichanco baixinho, começaram a usar vários tipos de aparelhos, ninguém entendia nada até que Dona Carolina parou com o barulho e começou a falar: 
- Ai Senhor! Graças a Deus estou salva! 
E de repente, pulos de alegria, e gritinhos invadiram a sala e todos ficaram aliviados e felizes.
Ana Beatriz Simas Aragão

um verdadeiro conto de fada!

Era o primeiro dia de aula de Daniela, em sua nova escola, na Inglaterra. Ela tinha acabado de se mudar para lá por causa de seus pais. Ao chegar em sua nova escola, ela sem querer bateu na menina mais popular do colégio. Essa menina que se chamava, Jenifer, ficou com muita raiva, ao ponto de xinga-la. Porém, Eduardo, garoto mais bonito do colégio, chegou lá e mandou a Jenifer parar, e foi ajudar Daniela. 
Daniela, logo se apaixonou. Jenifer logo percebeu, e resolveu estragar esse amor. Ela fez  o possível para que o Eduardo não olhasse para Daniela, e ficava a humilhando. Porém, Eduardo começou a nota-la, e ficava cada vez mais difícil não fazer com que Daniela e Eduardo ficassem juntos.  Jenifer teve uma ideia de como estragar esse amor, fazendo com que Eduardo a traísse. Mas antes que isso acontecesse Leonardo, amigo de Eduardo, descobriu o plano, e foi dizer para ele. Então Eduardo fico com muita raiva, e foi tirar satisfação com jenifer. Ela se arrependeu do que ia fazer, e ao envés de atrapalhar foi ajuda-los. E Daniela e Eduardo ficaram juntos, e amigos de Jenifer.

Camille Bonorandi

Uma História de Amor

 
Era uma vez Ninfa,uma menina que trabalhava como babá na casa de um casal muito famoso e rico.Ela cuidava dos filhos de seus patrões como se fossem seus filhos. Raramente ela tinha um dia de folga, até que um dia os patrões a deram um fim de semana de folga e ela foi para uma festa com suas amigas. Como os patrões de Ninfa gostavam muito dela, a presentearam com um vestido novo para ir à festa.
Ela chegou a festa com as amigas e começaram a dançar, até que chegou um grupo de rapazes que começou a dançar e a conversar com as moças. Depois de muito tempo de conversa, Roberto, um rapaz vindo de família rica, chamou Ninfa para dançar uma música romântica e ela aceitou tal pedido.Durante a dança, eles conversaram e perceberam que tinham muitos gostos em comum e beijaram-se. Passaram o resto da noite juntos, mas tudo que é bom dura pouco e a babá teve que ir embora, porém ela esqueceu o seu celular com Roberto. 
No outro dia, Roberto foi à casa onde Ninfa trabalhava e se declarou a ela. O que aconteceu entre os dois foi um caso de amor à primeira vista e pediu para que ela largasse tudo e fosse casar com ele. Ninfa ficava mais apaixonada a cada palavra que Roberto dizia. Ela aceitou, eles casaram e foram felizes para sempre.
 
 
Mariana Braga

a realidade

  Numa certa tarde, eu estava indo para o Pão de Açúcar com o meu melhor amigo,
Vinícius, comprar algumas coisas para o carnaval.
   Ao chegar lá, encontramos com uma senhora e uma criança de rua, na porta do supermercado. Passando pelos dois, percebi que eles estavam em uma situação de pobreza, onde a criança estava reclamando de fome. Senti-me muito mal ao ver essa cena.
   Quando estava comprando as comidas, lembrei daquela cena, e resolvi comprar alguma comida para eles, mas não sabia o que comprar, pois queria dar leite para a criança, mas não sabia se a senhora iria conseguir preparar. Então resolvi comprar dois pacotes de biscoitos de leite.
   Ao sair do supermercado, encontrei-as, e entreguei os pacotes de biscoito. Quando já estava indo para casa, olhei para trás e vi que a senhora tinha aberto o pacote, para alimentar a criança. Isso me deixou muito abalada, pois vi  a tristeza que a pobreza pode causar.
  Ao chegar em casa contei para minha mãe o que tinha acontecido, e me emocionei contando para ela com lágrimas nos olhos.


Camille Bonorandi 2º

O roubo

De repente Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou uma grunhida. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, o genro, os netos:
- Que foi, mamãe?
- Dona carolina, a senhora está sentindo alguma coisa?
- Fala conosco, vovó?
A velha porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima.
Todos estavam ficando muito preocupados, pois a Dona Carolina estava piorando, estava toda vermelha.
-Mãe, a senhora está engasgada?
-cof.. cof..
-Vó, estamos ficando preocupados, vamos chamar um médico.
Ao chegar o médico na casa, viu que a Dona Carolina estava engasgada. Então, o médico começou a desengasgar a Carolina. Depois de uns 5 minutos, conseguiu.
- Obrigada doutor! Estou me sentindo muito melhor!
- Por nada senhora. Agora, tome mais cuidado!!
 Então a filha, o genro, e os netos, ficaram aliviados.
-Muito abrigado mesmo doutor.
- por nada.


Camille Bonorandi

sábado, 18 de junho de 2011

Afinal, morreu ou não?

    Nesse final de semana, foi divulgada a morte de Osama Bilader. Ele se encontrava em uma casa sem segurança e foi morto com um tiro na cabeça.
     Muitas pessoas, inclusive eu, achamos que ele não morreu que tudo isso, toda essa história, foi inventada pelo governo para aumentar a sua popularidade, pois ela no momento estava baixa. Devido às dúvidas se o Obama seria mesmo americano.
      Outro fato que me faz pensar que ele não morreu foi por não haver divulgação de fotos nem videos, e eu só acredito com provas.
      Além disso não faz muito sentido ele ter morrido, se ele já estava preso, segundo alguns boatos, e do nada o governo vai lá e o mata.
       Pessoas do país todo ficam muito na duvida, pois eles realmente não sabem o que pensar. Muitas dão graça por ele ter morrido, outros acham que com isso vai gerar mais violência, pois os seus seguidores podem rebelarem.Outras pensam que isso tudo foi uma armação do governo com o Osama, e que agora Osama está em uma ilha deserta, vivendo muito bem.
         Realmente esse assunto é muito duvidoso, cabe a cada um pensar o que quiser, até mostrarem provas de que ele morreu ou não.  


Ana Beatriz Simas Aragão

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Povo brasileiro

         
         Muitos dizem que o povo brasileiro é desleixado, desinteressado, preguiçoso. Mas, na verdade, é um povo que gosta de generalizar, enfatizando sempre o lado negativo, nefasto.
         É inegável que existam pessoas que gostam de levar vantagem, no Brasil, mas pessoas assim estão por todo o mundo. Muitas vezes, os próprios brasileiros esquecem-se do lado egrégio de seu país. E estes estão equivocados ao dizerem que o brasileiro vive com base na famosa "lei de Gérson": O importante é levar vantagem.
         Esquecem-se, estes, dos nossos grandres e ícones artistas, escritores, médicos, cientistas, professores. Esquecem-se também dos jovens que, de cara pintada, protestaram contra o governo corrupto de Fernando Collor de Melo e dos jovens de hoje, que se destacam internacionalmente por sua inteligência e dedicação nas mais diversas instituições de ensino.
         O povo brasileiro deve orgulhar-se de suas qualidades e trabalhar para combater seus "defeitos". Porque, como já foi provado nas mais diversas situações, o brasileiro quando quer, consegue.

Thaís Fontenelle Siqueira
Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiWWvRxs7-V4YaWcT1-w5VK_VPLoTY_i3ogBBB5iDl9ehW8vqzzWUkL6wvcU3yT-EUnVUP5V9qUj7O2F41dZ7RvyRwEYMrovqn_ehgwI1dmjp8yjazozG5am8wII4Ct8j6-gvgYz3TQ2sZ/s400/344_2326-caras+pintadas.jpg

O show de Truman

         
           Hoje, ao acordar, senti uma estranha sensação de que estava sendo viagiada.
          Me arrumei, tomei meu café da manhã. Ao sair para o trabalho, meu vizinho estava pegando o jornal, como de costume, e me desejou um bom dia.
          No trajeto ao lugar onde trabalho, observei que sempre àquela hora e naquele lugar uma senhora estava voltando do supermercado com suas sacolas.
          Observei também o carro ao lado. era um carro vermelho, com uma mulher e seus filhos dentro. Todos os dias eu via este carro e essas pessoas, em parte do meu trajeto.
          Ao chegar na empresa em que trabalho, minha amiga também estava chegando. Nós quase sempre chegamos no mesmo horário.
          Foi aí que um pensamento veio à minha cabeça: "Estou em um reality show, como aquele do filme ´O Show de Truman´. É por isso que as pessoas estão sempre fazendo as mesmas coisas todos os dias. Este mundo parece girar ao meu redor."
          Como que estivesse descoberto toda a farsa, gritei para uma "câmera de segurança da empresa":
          - Já podem parar com essa palhaçada! Já descobri tudo! Quero ir embora! Estou cansada de ter minha vida manipulada por vocês!
          E depois disso, nada aconteceu, fora os olhares curiosos e espantados das pessoas que passavam.O sistema não me respondeu. Estava presa em um mundo que que as pessoas agiam como robôs.  

Thaís Fontenelle Siqueira
Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2o2KzQH41pUsdFP1Wo4cvQw-uO95Ac1ePI9XEXCvKfeTFtI7oTcVHuWPlAc6LVNojz9R-AI56ikvPFEdlg962Zz8dG8s46fCbeMWd-y5xGh_ks11NKbsYaWpLj0uSd7IdhI5k9T25A_w/s400/show-de-truman03.jpg

Romeu e Julieta

      
  Era uma vez, no atual sertão nordestino, um reino muito poderoso. O rei e a rainha tinham uma filha, a princesa Julieta, uma moça muito bonita, com longos cabelos castanhos e uma pele morena.
      No reino, nada faltava. As terras eram férteis, o povo era feliz e vivia na abundância. O único problema é que esse reino era historicamente inimigo de outro reino,o mais próximo, que ficava ao litoral. O povo temia guerras entre estes reinos.
      O outro reino, também muito rico, era composto por um rei, uma rainha e um príncipe, Romeu, muito inteligente e belo.
      Certo dia, Romeu conheceu Julieta na Europa, onde ambos estavam a viajar e a conhecer o continente. Ao se encontrarem, eles não se reconheceram, pois nunca haviam antrado em contato antes. E se apaixonaram intensamente, até que descobriram a do origem um do outro. Mas, o amor que havia entre eles era tão forte que decidiram que iriam juntos lutar contra a rivalidade entre seus pais.
      Quando os reis e rainhas souberam da paixão entre eles, proibiram-na logo, sendo que esta proibição foi mais rigorosa por parte dos pais de Julieta.
      Então, Romeu e Julieta decidiram fugir para o atual sudeste do Brasil. Sem a filha, o rei e a rainha do sertão nordestino viram-se abalados, sem rumo e revoltados. Com raiva de todos e de tudo, decidiram, em uma ação não calculada e fora de si, colocar sal em todas as terras de seu reino e em parte das terras do outro reino, o que as tornariam inférteis. Já o reino de litoral não agiu tão irracionalmente e não tomaram medidas tão drásticas. E é por isso que o sertão nordestino e parte do litoral é hoje tão seco, pobre e infértil. Mas, apesar disso, Romeu e Julieta viveram felizes para sempre.

Thaís Fontenelle Siqueira
Foto: http://barbaranatalia.files.wordpress.com/2008/06/romeu-e-julieta-2.jpg

Eu amo você

     
       Arrumando minhas gavetas, encontro um bilhetinho da minha avó, que faleceu há cinco anos, mas me lembro do momento em que ela o escreveu como se fosse hoje.
       Estávamos, eu, meu irmão e ela, no quarto dos meus pais na minha casa de praia. Meus pais haviam saído e só havia nós três na casa.
        Brincávamos de trocar cartas e meu irmão era o carteiro. Divertimo-nos muito a noite toda, até que caímos no sono.
       Lembro-me que ela era muito carinhosa comigo e sempre costurava coisas lindas para mim de crochet. Lembro-me também que, naquela noite, ela usava seu pijama mais bonito: um pijama laranja com bolinhas brancas.
       Tenho muita saudade dela e de todos esses momentos maravilhosos. Como eu queria poder revivê-los... Como eu queria que essa cartinha que eu encontrei me levasse ao passado, só por algumas horas... Se naquela época eu soubesse que momentos e pessoas maravilhosas não duram para sempre, eu teria aproveitado bem mais tudo isso.
       Na verdade, acho que só precisaria de alguns minutos, o suficiente para dizê-la uma frase que não me lembro bem se disse muitas vezes: "Eu amo você".

Thaís Fontenelle Siqueira

Foto: http://sonhosdeoutravida.files.wordpress.com/2011/04/cartas111.jpg

A galinha dos ovos de ouro

        
Ouvi primeiro o ruído de cascos pisando na grama, mas continuei deitado de bruços na esteira que havia estendido ao lado da barraca. Senti nitidamento o cheiro acre, muito próximo. Virei-me devagar, abri os olhos. O cavalo erguia-se interminável à minha frente. Em cima dele, havia uma espingarda apontada para mim e atrás da espingarda um velhinho de chapéu de palha, que disse logo o seguinte:
        - Encontrei você garoto! Pensou que ia conseguir fugir?! Ninguém rouba minhas galinhas e sai intacto. - disse o velho.
        - Senhor, houve um mal entendido... - disse rapidamente.
        - O único mal entendido aqui foi você furtar a propriedade alheia!
        - Mas senhor... Eu não roubei galinha nenhuma!
        - Então você pegou emprestado, garoto? Não me venha com essa...
        Enquanto isso, meu colega dormia profundamente. Como eu queria ele acordasse! Tentei cutucá-lo, mas nada adiantou. Ele realmente tinha um sono pesado.
        - E então, garoto? Como já está tarde e eu estou de bom humor, deixo você sair dessa, com tanto que me devolva a galinha. De outra forma, você e seu amigo morrem!
        - Senhor, não tenho galinha nenhuma...
        - Então você já a matou? Como pôde?!
       Percebendo que o velhinhos não iria desistir, e que meu amigo não iria acordar, tive uma ideia completamente maluca, mas que me livraria dessa situação.
        - Na verdade, senhor, preciso ser sincero. Eu roubei sim sua galinha. E a guardei junto com cinco outras galinhas que furtei de outras fazendas... Inclusive percebi que uma delas põe ovos de ouro.
        - Mas, isso é sério, rapaz?
        - Serríssimo! E para recompensá-lo irei dar todas elas a você. Elas estão guardadas nesse pendrive aqui.
        - Pendrive? Como é?
        - É uma cartão mágico que tem o poder de diminuir as coisas. Tudo que você precisa é de um computador.
        - Computador! Acho que meu sobrinho tem um desses...
        - Pois é, tome! Você ficará verdadeiramente rico!
        - Muito obrigado, meu caro! Muito bom fazer negócios com você! - E o velho saiu com um sorriso no rosto.

Thaís Fontenelle Siqueira

Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUGV5gakCf2bKavgZT01d-R0OEB2JDW9Ti5H3KOkVmJcTdzOmREG_wfemp4lOBV1lvsrZKAejIN7gZgpJEs2IJ9jNpdfYq3MwGi4etmsSzLSn0ASjjd79ramdOhJH_Sg4CkwXV3Bj3GMI/s200/galo.jpg

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Em busca da paz



       Todos os dias, os meios de comunicação informam sobre tudo o que acontece ao redor do mundo. E, recentemente, as notícias têm sido as piores possíveis. A humanidade tem assistido ao desespero no Japão, as noitas tenebrosas na Líbia e a triste verdade de que nem as crianças estão fora disso.
      Isso é o que está sob os holofotes. Ainda há famílias na África que não têm o que comer, crianças fora das escolas, vivendo nas ruas, moças se prostituindo e uma infinidade de fatos que a maioria da população prefere esquecer e deixar tudo nas mãos dos governantes. Afinal, não são eles que possuem o capital?
      Além disso, é muito mais fácil viver em uma redoma reclamando de tudo e de todos. É mais simples fechar os olhos e esperar tudo passar.
     Acontece que o mundo não precisa de mais dinheiro, nem de mais pessoas céticas e egoístas. Ele precisa de pessoas solidárias, pessoas que se preocupam e que trabalham para o bem-estar geral. Precisa que ocorra uma mobilização em massa, uma conscientização global.
     Dessa forma, será possível lutar por um  mundo melhor e mais justo. Acreditando no potencial de um e de todos, promovendo a união, reunindo os povos e, assim, quebrando as barreiras culturais. Tudo pela fé na mudança e na melhoria. Tudo pela paz.

                                                                     Mayara Vasconcelos

Passado x presente



Enquanto eu esvaziava os armários e enchia as caixas para a mudança, achei uma caixa muito antiga, dos meus tempos de escola. Não acreditei na quantidade de besteiras que eu guardava; boletins, provas, recadinhos, ingressos de shows. Entre todas essas coisas, encontrei a carta de um ex-namorado.
      Só de olhá-la e lê-la, pude lembrar-me do dia em que a recebi. Eu estava muito triste, por algum motivo comum, e estava sozinha no jardim da minha casa; lembro-me de estar me balançando em um dos balanços que mamãe havia posto de enfeite no jardim. Foi quando vi esse meu namorado, cujo nome me foge agora. Ele estava tão bem vestido, tinha até um violão a mão. Quando o vi, ele pulou o muro baixo e veio até mim. Tocou uma música sem muito ritmo, mas apaixonante, abraçou-me e leu a carta para mim. Dizia que nós iríamos ficar juntos para sempre e outras besteiras que qualquer garota gostaria de ouvir. Eu não poderia ter ficado mais feliz.
      Só hoje eu percebo como era boba, infantil. Como pude pensar que iria casar com meu namorado de ensino médio? Hoje estou com o melhor homem do mundo, um rapaz que não era garoto-sensação do colégio, mas que sempre foi perfeito para mim.
      São com essas lembranças que devemos nos preocupar, com esse futuro. Afinal, a vida é uma dessas caixas que a gente abre e não sabe bem o que vai encontrar dentro.
          
     Mayara Vasconcelos

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Preta de Carvão


                Era uma vez, no interior do estado do Ceará, uma jovem muito bela chama Preta de Carvão. Ela morava com sua madrasta em uma casinha de barro e trabalhava cuidando da casa.
                Em uma manhã, Preta ouviu uma conversa da sua madrasta com o seu conselheiro cacto que pretendia matar a pobre menina. Ela, muito assustada, pegou seus trapos e fugiu sertão adentro. Muito cansada de ter andado quilômetros e quilômetros com um sol pegando fogo, a menina, desidratada, desmaiou.
                Quando Preta acordou, estava deitada em uma cama desconhecida. Ela se levantou, foi em direção à sala e viu sete sombras de criancinhas. Quando ela chegou, viu que não eram sete criancinhas e sim, sete cangaceiros anãos. A menina contou toda a história da conversa de sua madrasta com o cacto e pediu para eles a deixarem morar. Em troca, cuidaria da casa. Os cangaceiros conversaram e decidiram deixá-la morar.
                No outro dia logo cedo, os cangaceiros saíram atrás da comida e Preta ficou cuidando da casa. De repente, começaram a bater na porta e Preta correu até lá. Era uma senhora oferecendo quebra-queixo. Perguntou se Preta não gostaria de provar. Ela disse sim e mordeu. De tão duro, Preta desmaiou e caiu ali mesmo na porta.
                Um cangaceiro que passava na região a viu caída no chão e foi acudi-la. Quando olhou para a moça logo se apaixonou. Deu um beijo, ela acordou e viveram felizes para sempre no sertão adentro.
                                                                      Mariana de Paula Vasconcelos

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

            Era uma vez, no reino de Mandalásia, uma princesa chamada Bianca. Ela vivia com seu pai, rei Henrique, sua mãe havia falecido.
            Um belo dia, Bianca resolve dar uma volta pelo bosque do castelo e sem querer acaba se perdendo. Depois de muito tempo andando para tentar achar o castelo, ela encontra um jovem caçador. Conta que era uma camponesa e que havia se perdido de casa. Ele a oferece abrigo e os dois entram em casa.
            Ela passa a viver com o jovem camponês e ajuda-o em casa. Ele ia caçar, e quando voltava, passavam horas conversando. O jovem começou a sentir algo especial por ela, mas por vergonha, não falava.
            Em uma manhã, os dois resolveram acampar e quando estavam no caminho, Bianca achou o castelo. Ela contou a verdade e disse que tinha que voltar para casa. O camponês, bastante chateado, volta para casa achando que nunca mais veria a princesa.
            Nos dias que Bianca passou no castelo, ela sentiu muita falta do camponês e percebeu que não conseguia viver sem ele. Então, ela voltou ao bosque e conversou com ele.
            Os dois se casaram, ele se tornou o príncipe de Mandalásia e viveram felizes para sempre.

                                                               Mariana de Paula Vasconcelos

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Tirando vantagem a qualquer preço


            Começo meu texto com uma simples pergunta: até que ponto vale a pena tirar a vantagem do outro?
            É correto dizer que vivemos em um mundo capitalista, composto por pessoas que manda e outras que obedecem. Esse mundo ainda exige que sejamos competitivos e melhores do que o outro, pois hoje, as vagas de trabalho estão super disputadas à procura de um profissional qualificado e por conta disso, temos sempre que nos aperfeiçoar para o mercado nos querer.
            Mas, levar vantagem em tudo tem limite. Não podemos viver em um mundo egocêntrico, só se importando com aquilo que nos interessa. Apesar de vivermos em um mundo capitalista, se todo mundo só pensar nas suas vantagens, só se importar consigo mesmo, o mundo não vai pra frente.
            O brasileiro já é conhecido como “gaiato”, como um povo que gosta de tirar vantagem. É claro que ninguém quer ficar conhecido como trouxa e otário, mas até que ponto vale a pena tirar vantagem?
            Vamos ficar conhecido como um povo alegre e eu se preocupa com os outros e não um povo que tira vantagem em tudo.

                                                                             Mariana de Paula Vasconcelos
           
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