segunda-feira, 20 de junho de 2011

Outra perspectiva

Ele estava a um olhar de distância do seu destino, prestava atenção nos sons ao seu redor, o estilhaçar da água do mar, o bater do coração, as gaivotas gruindo
Aproximou-se da janela, o vento rasgando seu corpo, a  adrenalina aumentando sua preção, o coração disparado e lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Olhava para seu aposento, impregnado com suor e podridão, as pedras úmidas salientavam um ambiente tóxico, já estava saturado disso e cheio dessa vida miserável. Já parecia tão pequeno, algo indefeso e derrotado, um ser tão mergulhado na infelicidade que era mais infelicidade do quer um ser.
Olhou no horizonte, inclinou-se para frente e vagarosamente, tudo desaparece, seus sentidos foram rosetados, sobrou-se somente ele, a janela da torre e o mar.
Tudo começou a girar, seu horizonte mudou do azul para o preto, o universo começara a encolher, não existe mais nada, agora só resta um homem de pé com seu olhar para baixo, almejando sua liberdade.
André Gimeniz Galvão

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