quinta-feira, 28 de abril de 2011

Será?

TEXTO DE RV RIBEIRO

      Era uma vez, um lindo rapaz que morava na cidade grande. Sempre foi um homem trabalhador por causa de suas condições financeiras, embora não acreditasse que, um dia, ficaria rico. Do outro lado do planeta, em um reino encantado, havia uma linda princesa que sofria por não encontrar o amor, pensava que o amor verdadeiro só existia em contos de fadas como aqueles que sua babá lhe contava quando ainda era pequena.
     Por motivos religiosos da rainha, a família real viajou para a cidade grande. A princesa não se animou muito, pois pensou que se em seu palácio não existia o amor que procurava, em um lugar de plebeus é que não haveria de ser.
     Estava a contemplar a imagem de Cristo Redentor quando um rapaz esbarra em seu braço não sabia porquê, mas acelerou seu coração e suas mãos começaram a suar e suas pernas a tremer. Eram as tais das borboletas...
     Durante os três dias que ficou no Rio, sempre acompanhada do rapaz, conheceu os pontos turísticos mais comentados e logo estavam nos jornais: "Plebeu carioca conquista o coração da princesa?". Quando ela viu a notícia, não queria acreditar, será que estava ao lado do amor? Não o poderia deixar essa chance passar, já estava mais do que na hora de casar e se, até aquele dia, nenhum príncipe a fez sentir leve como aquele pebleu, por que não casar?
     Descumpriu os costumes de séculos e ela mesma pediu a mão do rapaz em casamento. Ele aceitou, virou um homem feliz e rico. Ela encontrou o amor e eles, espera-se, viveram felizes para sempre.


                                                                                                      RV RIBEIRO
Foto: RV RIBEIRO

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Voltando ao Passado



Depois de ter sido acordada com uma bronca da minha mãe, dizendo que meu quarto estava uma bagunça e que eu tinha que arrumá-lo agora, não tinha como meu dia ter amanhecido pior.
 Levantei-me da cama e respirei bem fundo para não me estressar. Ela poderia ter me dado uma bronca mais tarde não é? Mas, aí não teria graça. Desliguei o ar condicionado, abri as cortinas e para piorar, o céu estava nublado. Fui em direção ao banheiro para lavar meu rosto a fim de tentar terminar de me acordar.
                Quando voltei para o meu quarto que olhei para a bancada de estudo, não a via. Sabia que ela estava ali, pois vi sendo colocada. É, tinha muito trabalho pela frente. O jeito era começar o quanto antes.
                Havia uns livros do colégio que eu tinha usado na semana, umas folhas de rascunho, meu livro de cabeceira, a bolsa que eu tinha usado no fim de semana. Comecei a arrumar. Ia jogar as folhas de rascunho no lixo se o vento não tivesse soprado com tanta força a ponto de tirá-las da minha mão. Fiquei de joelhos e fui apanhando de uma por uma. Quando estava na última, o sol apareceu e iluminou uma gaveta que eu não abria há muito tempo. Ela era a gaveta que eu havia colocado uma caixa com todas as cartinhas que minhas amigas tinham me dado. Abri a gaveta e lá estava: a caixa que minhas amigas tinham me dado nos meus 15 anos.
                Abri a cartinha que estava em cima. Era da minha melhor amiga, Clara. Ela contava de um episódio que aconteceu na quarta-série na qual nós brigávamos muito. Um belo dia, ela chegou a mim do nada e disse: Mariana, eu não quero mais ser sua amiga. Depois disso, nós passamos muito tempo sem nos falarmos até que um dia eu cheguei para ela e falei: Clara, ainda quero ser sua amiga! Vamos parar de brigar?
                Só sei que depois dessa besteira, nós passamos a ser melhor amiga uma da outra e até hoje a nossa amizade ainda dura! Os segredos que conto para ela, eu não contaria para qualquer outra pessoa.
                                                                       Mariana de Paula Vasconcelos



FOTO: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.arteazul.net/atelier/images/stories/imagens/caixas/caixa2.jpg&imgrefurl=http://www.arteazul.net/atelier/index.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D80%26Itemid%3D96&usg=__OOIX75hhEIM1F50St73Yer-t1SI=&h=473&w=614&sz=93&hl=pt-BR&start=0&zoom=1&tbnid=x9tPsxyPOPmtHM:&tbnh=132&tbnw=167&ei=EFSsTZi8IeSQ0QGh9oz5CA&prev=/images%3Fq%3Dcaixas%2Bde%2Bdecora%25C3%25A7%25C3%25A3o%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1020%26bih%3D567%26gbv%3D2%26tbm%3Disch&itbs=1&iact=rc&dur=79&oei=AVSsTaCAG-G20QHFl8H5CA&page=1&ndsp=15&ved=1t:429,r:1,s:0&tx=115&ty=86

quarta-feira, 13 de abril de 2011



Semana passada, minha mãe pediu para que eu arrumasse as minhas gavetas, pois estavam cheias de coisas que eu não usava mais, e que eu nem lembrava que tinha. Então eu fui ajeitá-las e encontei diversos objetos, papéis que me fizeram voltar no passado.
        Achei uns papéis que me fizeram lembrar de tudo que vivi com minhas melhores amigas quando nós éramos da mesma sala, eram bilhetinhos, cartas, detalhes que me fizeram lembrar de cada momento que vivemos, cada música que cantamos, cada conversa que tivemos, foram momentos maravilhosos, que hoje por causa da troca das salas, não temos mais com tanta freqüência.
        Encontrei também fotos bem antigas, fotografias em que estou com meus amigos e meus familiares, e lembrei-me de tudo como se estivesse vivendo de novo.
        Por mais que eu não quisesse fazer uma limpeza nas minhas gavetas, foi bom para me lembrar de tudo que eu já vivi e hoje está tugo guardado.

Texto escrito por Mariana Braga

Boas lembranças



   Eu estava procurando meu celular pelo armário, quando eu achei uma cartinha escrito “PARABÉNS!”. Quando eu abri, tinha várias fotos e uma carta em forma de coração. Fui para o meu quarto ler o que tinha escrito. Foi o presente que eu recebi da minha melhor amiga há 4 anos:
      “Amiga, parabéns! Tudo de bom... Espero que a nossa amizade continue para sempre, nunca esqueça de mim! Te amo muito”
      Depois de ler a carta, ver todas as nossas fotos juntas e lembrar-me da nossa amizade, eu tentei lembrar de como tudo isso acabou e porque nós nos distanciamos.
      No dia seguinte, quando eu cheguei no colégio, fui falar com ela, lembrar-me de tudo que passamos juntas e conversamos sobre tudo. Depois disso, voltamos a ser amigas como antes, conheci as amigas novas delas, tudo estava melhor que antes.

Texto escrito por: Isabella Rangel
   

De repente Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou um grunhido. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, o genro, os netos:
             - Que foi, mamãe?
             - Dona Carolina, a senhora está sentindo alguma coisa?
             - Fala conosco, vovó?
       A velha porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima.
       Seu sobrinho, Fernando, que estudava medicina foi tentar salvá-la.
             - Tia, respire fundo e tente me dizer o que está acontecendo.
             - Dona Carolina não conseguiu falar nada.
       Fernando foi examiná-la, mas ele não entendia muito dessa área na medicina, e preferiu levar a tia ao hospital. Eles estavam muito preocupados, pois o trânsito estava muito engarrafado e cada minuto era precioso. Jorge, filho de Dona Carolina, estava dirigindo e conseguiu achar um atalho.
       Chegando no hospital, o médico informou que Dona Carolina estava com uma alergia e que teria que ser internada, para que os médicos pudessem observar e evitar uma reação mais preocupante. Jorge passou a noite inteira ao lado da mãe para que ela não ficasse sozinha.
       No dia seguinte, ela pôde sair do hospital e curtir com sua família a festa surpresa preparada por seus filhos e netos.



Texto escrito por Isabella Rangel

Um passeio pelo parque


Certo dia, eu e minha amiga Isabella fomos passear no Parque do Cocó, nós decidimos fazer a famosa trilha, levamos nossas bicicletas e nossas maletas com o lanche. Fizemos o primeiro trajeto a pé, e o percurso final fizemos com as bicicletas.
A trilha do Cocó é uma trilha onde se pode encontrar uma grande diversidade de plantas e de animais. Nós encontramos muitos besouros, pássaros, pequenos macacos e até caranguejos. Conhecemos mais sobre a flora da nossa cidade, vimos muitas árvores, dos mais diversos tipos.
Houve um incidente, Isabella caiu da bicicleta e caiu no rio, mas eu, uma ótima amiga, pulei, e nadei para salvar a minha amiga, afinal, eu faria tudo por ela. Depois do acontecido, Isabella ficou um pouco atordoada e percebeu que havia cortado a sua perna durante a queda, nós saímos de lá e fomos para um hospital para que pudessem fazer um curativo.
Apesar de tudo, o nosso passeio foi maravilhoso, aprendemos muito e nos divertimos bastante.

Texto escrito por Mariana Braga
 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

VÁRIAS FORMAS DE AMAR

TEXTO DE RV RIBEIRO
     
     Não sabia por que estava ali, acordara e não reconhecera nada, estava tudo diferente. Havia objetos nunca antes vistos e que não fazia idéia para que serviam. Estava assustada... Estava com medo... Percebeu que, na realidade, o motivo que a levou a  despertar (de um longo e pesado sono) foi o insuportável barulho, o cheiro forte de... Não sabia identificar, só via uma fumaça cinza. Começou a tossir, e o seu desespero aumentou.
     - Afinal, onde estou? O que faço aqui? Se acordei, por onde anda o meu príncipe? Não era ele quem deveria me acordar com um beijo verdadeiro?
     Saiu correndo do recinto que se encontrava. Mas, não sabia para onde ir, que caminho seguir, quem procurar. E o pior, aquele cheiro era terrível e dava-lhe falta de ar, o barulho era insuportável. Pelos caminhos que andava não via verde, não via coelhinhos, fadas, flores, príncipes, castelos e até mesmo bruxas e dragões. Só via pessoas com roupas esquisitas, algumas levando cachorrinhos presos por uma espécie de "corda", coisas muito mais esquisitas em cima de rodas, torres muito altas... Parecia está em um pesadelo sem fim. Era pior até do que  o feitiço lançado pela bruxa Malévola no dia do seu batizado. Sentou-se no chão e começou a chorar. 
     Com o passar do tempo, apareceram às três fadas madrinhas do seu batizado: Fauna, Flora e Primavera. 
      - Minha querida, sabemos que você não está entendendo nada, mas vamos explicar-lhe Aurora, disse Flora.
      - Malévola lhe lançou outro feitiço e ainda pior do que aquele do seu batizado. Ela ficou sabendo que você e o príncipe estavam muito apaixonados e felizes e, com muita inveja, fez com que você viesse parar aqui, neste outro mundo. Vimos tudo que você passou e vamos explicar. Continuou Fauna.
     E Primavera terminou dizendo: - Você foi mandada para esse mundo de seres humanos iguais a nós na aparência, porém totalmente diferentes. Eles não acreditam em príncipes encantados, mas em bruxas, sim... E como existem bruxas por aqui.
     - Como assim? Não acreditam no amor? Perguntou a menina perplexa.
     Primavera continuou: - Não. Por aqui, quase todos têm sonhos enterrados. Sabe o cheiro forte e a fumaça cinza que lhe fez tossir e o barulho que lhe acordou? O cheiro é do lixo que as pessoas jogam na rua ao invés de ser no lixeiro. A fumaça cinza é a poluição dos carros e das indústrias, que você chamou de “coisas esquisitas em cima de rodas” e de “torres muito altas”. Para você voltar ao nosso mundo terá que descobrir o amor aqui e lembre-se: existem várias formas de amar.
     Aurora pensou e disse: - Então nunca sairei daqui, não acreditam em príncipes!
     Flora disse: Calma, pense bem! Voltaremos quando você nos chamar e somente uma vez. E é como Primavera disse, existem várias formas de amar.
     E assim as fadas se foram em uma nuvem de fumaça amarela. A bela menina ainda estava anestesiada, não sabia o que fazer, como acharia o amor se nem em príncipes acreditavam? Saiu pelo caminho que estava e com mais vontade de chorar, mas lágrimas mesmo caíram de seus olhos quando viu uma linda menina de seus 6 anos em um canto da rua e sozinha. Chegou perto e perguntou: - O que faz sozinha aqui doce menina?
     E a menininha a olhou vislumbrada até que perguntou: Você é uma princesa? Que vestido lindo!
      Aurora respondeu que sim e perguntou por que ela chorava e por que estava sozinha e, se ela quisesse, podia também ser uma princesa. A menininha olhou com "olhos pidões" e Aurora quis saber antes de atender o prometido:
     - Você acredita em príncipes?
     A menininha disse: - Acreditava, mas meu pai uma vez me disse para eu acordar para a realidade, que fadas não existem, que príncipe é coisa da minha cabeça e que eu devia trabalhar para não passar fome.
     Aurora estava assustava com a história e também comovida. Como podia alguém dizer uma mentira dessas, inventar absurdos e ainda mais para uma criança! E disse: - Minha doce menina, não enterre seus sonhos, não deixe que certas pessoas façam com que você seja triste. Príncipes existem, fadas existem e são seres muito amáveis. A menina sorriu e aquele era o sorriso mais doce que ela já tinha visto. Aurora olhou para os lados e não viu suas fadas madrinhas então disse: - Flora! Fauna! Primavera! Apareçam, por favor.
     Uma nuvem de fumaça amarela surge em sua frente e as fadas aparecem. Aurora conta a história e diz: - desenterrem os sonhos dessa doce menina, façam com que ela volte a ver a vida como no nosso mundo, diferentes desses egoístas aqui existentes. Esse é o meu pedido. Não importa se Malévola me quer longe do nosso mundo, os sonhos dessa menina é mais importante.
     E de repente a fumaça cinza que antes existia, começou a desaparecer. O barulho insuportável estava transformando-se na melodia do canto dos passarinhos, as “coisas esquisitas em cima de rodas” e “torres muito altas” foram virando em carruagens com lindos cavalos brancos e em castelos maravilhosos.
     - Parabéns Aurora, você descobriu o amor no mundo em que os sonhos não existem, no mundo em que as pessoas são egoístas e só pensam em si, no mundo onde os príncipes e princesas são trocados por bruxas. Disse Fauna.
     - Mas como? Eu não encontrei príncipe algum! Aurora não entendia como conseguiu libertar-se.
     Primavera explicou: - Minha doce afilhada, eu lhe disse que o amor possuía várias formas e você sentiu o mais puro de todos: o amor ao próximo, sendo capaz de desistir da sua libertação em prol da ajuda a quem nem conhecia.
    Com tudo isso, Aurora, Fauna, Flora, Primavera e o príncipe viveram felizes para sempre. Quanto à bruxa, não se sabe, contam as más línguas que ela foi transferida para o mundo em que mandou Aurora, no século XXI e até hoje não descobriu as várias formas do amor. 

                                               RV RIBEIRO