sexta-feira, 17 de junho de 2011

A galinha dos ovos de ouro

        
Ouvi primeiro o ruído de cascos pisando na grama, mas continuei deitado de bruços na esteira que havia estendido ao lado da barraca. Senti nitidamento o cheiro acre, muito próximo. Virei-me devagar, abri os olhos. O cavalo erguia-se interminável à minha frente. Em cima dele, havia uma espingarda apontada para mim e atrás da espingarda um velhinho de chapéu de palha, que disse logo o seguinte:
        - Encontrei você garoto! Pensou que ia conseguir fugir?! Ninguém rouba minhas galinhas e sai intacto. - disse o velho.
        - Senhor, houve um mal entendido... - disse rapidamente.
        - O único mal entendido aqui foi você furtar a propriedade alheia!
        - Mas senhor... Eu não roubei galinha nenhuma!
        - Então você pegou emprestado, garoto? Não me venha com essa...
        Enquanto isso, meu colega dormia profundamente. Como eu queria ele acordasse! Tentei cutucá-lo, mas nada adiantou. Ele realmente tinha um sono pesado.
        - E então, garoto? Como já está tarde e eu estou de bom humor, deixo você sair dessa, com tanto que me devolva a galinha. De outra forma, você e seu amigo morrem!
        - Senhor, não tenho galinha nenhuma...
        - Então você já a matou? Como pôde?!
       Percebendo que o velhinhos não iria desistir, e que meu amigo não iria acordar, tive uma ideia completamente maluca, mas que me livraria dessa situação.
        - Na verdade, senhor, preciso ser sincero. Eu roubei sim sua galinha. E a guardei junto com cinco outras galinhas que furtei de outras fazendas... Inclusive percebi que uma delas põe ovos de ouro.
        - Mas, isso é sério, rapaz?
        - Serríssimo! E para recompensá-lo irei dar todas elas a você. Elas estão guardadas nesse pendrive aqui.
        - Pendrive? Como é?
        - É uma cartão mágico que tem o poder de diminuir as coisas. Tudo que você precisa é de um computador.
        - Computador! Acho que meu sobrinho tem um desses...
        - Pois é, tome! Você ficará verdadeiramente rico!
        - Muito obrigado, meu caro! Muito bom fazer negócios com você! - E o velho saiu com um sorriso no rosto.

Thaís Fontenelle Siqueira

Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUGV5gakCf2bKavgZT01d-R0OEB2JDW9Ti5H3KOkVmJcTdzOmREG_wfemp4lOBV1lvsrZKAejIN7gZgpJEs2IJ9jNpdfYq3MwGi4etmsSzLSn0ASjjd79ramdOhJH_Sg4CkwXV3Bj3GMI/s200/galo.jpg

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