quinta-feira, 16 de junho de 2011

Passado x presente



Enquanto eu esvaziava os armários e enchia as caixas para a mudança, achei uma caixa muito antiga, dos meus tempos de escola. Não acreditei na quantidade de besteiras que eu guardava; boletins, provas, recadinhos, ingressos de shows. Entre todas essas coisas, encontrei a carta de um ex-namorado.
      Só de olhá-la e lê-la, pude lembrar-me do dia em que a recebi. Eu estava muito triste, por algum motivo comum, e estava sozinha no jardim da minha casa; lembro-me de estar me balançando em um dos balanços que mamãe havia posto de enfeite no jardim. Foi quando vi esse meu namorado, cujo nome me foge agora. Ele estava tão bem vestido, tinha até um violão a mão. Quando o vi, ele pulou o muro baixo e veio até mim. Tocou uma música sem muito ritmo, mas apaixonante, abraçou-me e leu a carta para mim. Dizia que nós iríamos ficar juntos para sempre e outras besteiras que qualquer garota gostaria de ouvir. Eu não poderia ter ficado mais feliz.
      Só hoje eu percebo como era boba, infantil. Como pude pensar que iria casar com meu namorado de ensino médio? Hoje estou com o melhor homem do mundo, um rapaz que não era garoto-sensação do colégio, mas que sempre foi perfeito para mim.
      São com essas lembranças que devemos nos preocupar, com esse futuro. Afinal, a vida é uma dessas caixas que a gente abre e não sabe bem o que vai encontrar dentro.
          
     Mayara Vasconcelos

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