De repente Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou um grunhido. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, o genro, os netos:
- Que foi, mamãe?
- Dona Carolina, a senhora está sentindo alguma coisa?
- Fala conosco, vovó?
A velha porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima.
Seu sobrinho, Fernando, que estudava medicina foi tentar salvá-la.
- Tia, respire fundo e tente me dizer o que está acontecendo.
- Dona Carolina não conseguiu falar nada.
Fernando foi examiná-la, mas ele não entendia muito dessa área na medicina, e preferiu levar a tia ao hospital. Eles estavam muito preocupados, pois o trânsito estava muito engarrafado e cada minuto era precioso. Jorge, filho de Dona Carolina, estava dirigindo e conseguiu achar um atalho.
Chegando no hospital, o médico informou que Dona Carolina estava com uma alergia e que teria que ser internada, para que os médicos pudessem observar e evitar uma reação mais preocupante. Jorge passou a noite inteira ao lado da mãe para que ela não ficasse sozinha.
No dia seguinte, ela pôde sair do hospital e curtir com sua família a festa surpresa preparada por seus filhos e netos.
Texto escrito por Isabella Rangel

Nenhum comentário:
Postar um comentário