quarta-feira, 13 de abril de 2011

   

De repente Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou um grunhido. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, o genro, os netos:
             - Que foi, mamãe?
             - Dona Carolina, a senhora está sentindo alguma coisa?
             - Fala conosco, vovó?
       A velha porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima.
       Seu sobrinho, Fernando, que estudava medicina foi tentar salvá-la.
             - Tia, respire fundo e tente me dizer o que está acontecendo.
             - Dona Carolina não conseguiu falar nada.
       Fernando foi examiná-la, mas ele não entendia muito dessa área na medicina, e preferiu levar a tia ao hospital. Eles estavam muito preocupados, pois o trânsito estava muito engarrafado e cada minuto era precioso. Jorge, filho de Dona Carolina, estava dirigindo e conseguiu achar um atalho.
       Chegando no hospital, o médico informou que Dona Carolina estava com uma alergia e que teria que ser internada, para que os médicos pudessem observar e evitar uma reação mais preocupante. Jorge passou a noite inteira ao lado da mãe para que ela não ficasse sozinha.
       No dia seguinte, ela pôde sair do hospital e curtir com sua família a festa surpresa preparada por seus filhos e netos.



Texto escrito por Isabella Rangel

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