quinta-feira, 24 de março de 2011

Pobreza acarreta a Infelicidade


                                         

Estava sentada no banco do carro de meu pai, quando me deparei com homens maltrapilhos que logo pela manhã limpavam o vidro dos carros que passavam por aquele sinal. Redobrei o meu olhar para um morador de rua que parecia ter seus dez anos, o qual mostrava sua total infelicidade pela sua situação.
    Retomamos o caminho para a escola, mas a minha vontade era ficar ali e tentar resolver os problemas de todos aqueles que se mostravam naquela situação, principalmente, daquele que me chamou atenção. No caminho, dialogávamos sobre a pobreza do mundo, a desigualdade social; pedia ao meu pai para arranjar uma solução, o qual nem movia os olhos.
      Entre um sinal e outro, sempre me deparava com a mesma cena, onde cada vez mais ficava triste. Até que resolvi fazer um acordo com meu pai: na volta da escola, pararíamos no sinal que o garoto se encontrava e distribuiríamos sopinha para todos os que necessitavam daquele apoio, onde o garoto seria resgatado, pois o cativei.
        Em questão de minutos, chegamos ao colégio, ao descer disse poucas palavras, mas que era de grande significado, “amai o próximo como a ti mesmo”. Com isso minha manhã se tornou melhor por soltar toda aquela angústia que vinha carregando por todo aquele caminho até a escola.


Mary.*

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