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A dificuldade de escrever pode interromper uma grande idéia, a dificuldade de agir pode impedir um grande ato. Escrever e agir não são exatamente a mesma coisa, mas os dois têm um poder de mudar gerações, mexer com as pessoas e fazer revoluções.
Grandes atos nascem de idéias, grandes livros nascem de atos. O poder de gravar suas idéias, mesmo que sejam em uma folha suja de papel, dá ao escritor coragem para lutar e margem para chamar pessoas que apóiem em sua causa. Livros baseados em pessoas, em guerras, acidentes, milagres. Livros que explicam teorias, religiões, até mesmo sistemas socioeconômicos. Livros que explicam essas teorias e religiões às crianças. Crianças essas, que vão agir segundo aqueles que as inspiraram; que vão criar novas idéias, que vão protagonizar novos atos.
A história molda os livros, e os escritores moldam a história. Todos que lutam por um ideal, todos que dão suporte, seja a revolução ou a conservação, todos que idealizaram utopias e criaram líderes rigorosos, todos que incentivaram um governo popular e que foram deturpados em sistemas de repressão, deram espaço para a mudança que acontece a cada segundo e que nos salva de nós mesmos.
Dizem que um texto não muda nada. Eu digo que, se o texto não muda nada, a ação, a idéia que ele traz, pode sim, mudar alguma coisa. Um livro, uma página, uma frase. Afinal, como diz monteiro lobato, “um país se faz com homens e livros”.
Estrela
Estrela
/o/
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