quarta-feira, 15 de junho de 2011

Preta de Carvão


                Era uma vez, no interior do estado do Ceará, uma jovem muito bela chama Preta de Carvão. Ela morava com sua madrasta em uma casinha de barro e trabalhava cuidando da casa.
                Em uma manhã, Preta ouviu uma conversa da sua madrasta com o seu conselheiro cacto que pretendia matar a pobre menina. Ela, muito assustada, pegou seus trapos e fugiu sertão adentro. Muito cansada de ter andado quilômetros e quilômetros com um sol pegando fogo, a menina, desidratada, desmaiou.
                Quando Preta acordou, estava deitada em uma cama desconhecida. Ela se levantou, foi em direção à sala e viu sete sombras de criancinhas. Quando ela chegou, viu que não eram sete criancinhas e sim, sete cangaceiros anãos. A menina contou toda a história da conversa de sua madrasta com o cacto e pediu para eles a deixarem morar. Em troca, cuidaria da casa. Os cangaceiros conversaram e decidiram deixá-la morar.
                No outro dia logo cedo, os cangaceiros saíram atrás da comida e Preta ficou cuidando da casa. De repente, começaram a bater na porta e Preta correu até lá. Era uma senhora oferecendo quebra-queixo. Perguntou se Preta não gostaria de provar. Ela disse sim e mordeu. De tão duro, Preta desmaiou e caiu ali mesmo na porta.
                Um cangaceiro que passava na região a viu caída no chão e foi acudi-la. Quando olhou para a moça logo se apaixonou. Deu um beijo, ela acordou e viveram felizes para sempre no sertão adentro.
                                                                      Mariana de Paula Vasconcelos

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

            Era uma vez, no reino de Mandalásia, uma princesa chamada Bianca. Ela vivia com seu pai, rei Henrique, sua mãe havia falecido.
            Um belo dia, Bianca resolve dar uma volta pelo bosque do castelo e sem querer acaba se perdendo. Depois de muito tempo andando para tentar achar o castelo, ela encontra um jovem caçador. Conta que era uma camponesa e que havia se perdido de casa. Ele a oferece abrigo e os dois entram em casa.
            Ela passa a viver com o jovem camponês e ajuda-o em casa. Ele ia caçar, e quando voltava, passavam horas conversando. O jovem começou a sentir algo especial por ela, mas por vergonha, não falava.
            Em uma manhã, os dois resolveram acampar e quando estavam no caminho, Bianca achou o castelo. Ela contou a verdade e disse que tinha que voltar para casa. O camponês, bastante chateado, volta para casa achando que nunca mais veria a princesa.
            Nos dias que Bianca passou no castelo, ela sentiu muita falta do camponês e percebeu que não conseguia viver sem ele. Então, ela voltou ao bosque e conversou com ele.
            Os dois se casaram, ele se tornou o príncipe de Mandalásia e viveram felizes para sempre.

                                                               Mariana de Paula Vasconcelos

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Tirando vantagem a qualquer preço


            Começo meu texto com uma simples pergunta: até que ponto vale a pena tirar a vantagem do outro?
            É correto dizer que vivemos em um mundo capitalista, composto por pessoas que manda e outras que obedecem. Esse mundo ainda exige que sejamos competitivos e melhores do que o outro, pois hoje, as vagas de trabalho estão super disputadas à procura de um profissional qualificado e por conta disso, temos sempre que nos aperfeiçoar para o mercado nos querer.
            Mas, levar vantagem em tudo tem limite. Não podemos viver em um mundo egocêntrico, só se importando com aquilo que nos interessa. Apesar de vivermos em um mundo capitalista, se todo mundo só pensar nas suas vantagens, só se importar consigo mesmo, o mundo não vai pra frente.
            O brasileiro já é conhecido como “gaiato”, como um povo que gosta de tirar vantagem. É claro que ninguém quer ficar conhecido como trouxa e otário, mas até que ponto vale a pena tirar vantagem?
            Vamos ficar conhecido como um povo alegre e eu se preocupa com os outros e não um povo que tira vantagem em tudo.

                                                                             Mariana de Paula Vasconcelos
           
FOTO: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWO4Zo5sfV1_O2-OjDYX4rkfoSm8qLXTr6YyQOm0k39dFRqEN6i-NwZ-IXEK9tv-d78-5ABy0Bz5Sdwav1EWurpdXveXt0qY0sIpFHbo0xIDfgApROcY10go14OlpB33RWYBX0kYA9HrE/s1600/consciencia-pesada-mesmo-quando-nao-errei.jpg&imgrefurl=http://gafanhotoemel.blogspot.com/2010/08/quem-pode-entender-os-proprios-erros.html&usg=__Pe8tAuDV1iqyh7zc67t0czq_cCE=&h=739&w=600&sz=151&hl=pt-BR&start=0&zoom=1&tbnid=z2Z6lOAxF_tDOM:&tbnh=146&tbnw=118&ei=AJP2TajZKKPy0gHimZXuDA&prev=/search%3Fq%3Dconsci%25C3%25AAncia%2Bpesada%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX%26gbv%3D2%26biw%3D1356%26bih%3D583%26tbm%3Disch&itbs=1&iact=rc&dur=203&page=1&ndsp=22&ved=1t:429,r:1,s:0&tx=66&ty=56

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cinco tiros

- Cinco tiros.
Diz ele, por fim. Pega um taco de sinuca.
- É.
Respondo.
- Brincando de pegador?
- É. O PM pensou que era ladrão.
Passa a mão no rosto, como se enxugasse o suor que ali não há.
- Hoje?
- Cedinho.
Ficamos em silêncio. Ele dá uma tacada fraca, e o barulho das bolas rolando é o único que se pode ouvir.
- E a mãe?
Pergunta, mas sem olhar para mim. Concentra-se ainda na bola vermelha.
- Ela já sabe. Quando o viu, não queria largar o corpo.
Apóia o taco da sinuca no chão. Finalmente olha para mim.
- Já é o quinto garoto esse mês, sabe?
Ele diz isso seriamente. A luz fraca ilumina o ambiente, dando um ar ainda mais triste àquela noite.
- É. Um deles era...
- Ah, sim, eu soube. Eu sinto muito.
Novamente, ficamos em silêncio. Por algum motivo, ficamos constrangidos.
- Não sinta. Talvez tenha sido melhor. Ele estava metido com drogas.
- Eu... Eu sinto muito.
Afasta-se um pouco da mesa. Era minha vez.
A lâmpada sobre as nossas cabeças balança um pouco, rangendo. Eu apoio meu braço na mesa. Ele olha para mim, calado. Dou a tacada.
Atinjo a bola branca, que rola devagar em direção à bola azul, mas não a atinge. Faz uma curva e cai num dos buracos da sinuca.
De repente, o bar parece ainda mais vazio.

Imagem: http://www.corbisimages.com/images/42-24666773.jpg?size=67&uid=06b36450-4ed1-4967-8410-a6e3e2816f7b&uniqID=0323477b-ed0f-4411-8ba1-7dcc6692383e

Ana Beatriz Moura

Cinderela do Sertão

   Cinderela era uma linda menina que vivia no sertão com sua madrasta, uma malvada cangaceira, e suas irmãs postiças, que a tratavam como escrava desde a morte de seu pai.
   Certo dia, o filho do coronel decidiu dar uma festa. A madrasta disse que Cinderela não poderia ir, pois tinha que ficar em casa trabalhando. Cinderela, então, pôs-se a chorar.
   Um mandacaru mágico, ouvindo o choro de Cinderela, usou seus poderes para dar a ela um lindo vestido de chita e dois sapatinhos de palha. Também transformou uma cutia em um jegue, e nele Cinderela foi montada até a festa. Mas, o mandacaru mágico havia feito uma observação: "volte antes da meia noite, pois a magia irá acabar!".
   Ao chegar à festa, Cinderela deixou o filho do coronel encantado. Ele a chamou para dançar um forró pé-de-serra, e eles passaram a noite se divertindo. Ela nem lembrou de dizer o seu nome.
   Quando deu meia noite, porém, Cinderela teve que deixar o rapaz e ir embora correndo, pois a magia começou a se acabar. No caminho, um de seus sapatinhos acabou se perdendo.
   O filho do coronel achou o sapatinho e, no outro dia, procurou a dona da peça por toda a cidade. Ao chegar à casa da malvada cangaceira, ele encontrou as duas irmãs postiças de Cinderela, que tentaram se passar pela dona do sapatinho. Os pés dela, porém, não couberam nele. O príncipe ficou decepcionado. Mal sabia ele que Cinderela havia sido trancada no armário pela malvada cangaceira.
   Com a ajuda de suas amigas cutias, Cinderela conseguiu escapar e provar o sapatinho. Vendo que ela a moça da festa e o amor de sua vida, o filho do coronel a pediu em casamento. Então eles viveram felizes para  sempre.

Imagem: http://ericksonblog.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/cinderella.jpg

Ana Beatriz Moura

Por um mundo em paz

   O planeta inteiro está tomado pelo medo e pela violência. As guerras no Oriente Médio, as ameaças terroristas e os criminosos comuns estão sempre no imaginário de todos. Porém, muitas pessoas vêm tentando reverter isso para o planeta voltar a ter paz. Existem algumas ações que o governo e o povo podem tomar para acelerar esse processo.
    Primeiramente, o governo deve melhorar a educação. Com uma boa educação, as crianças poderão, quando adultas, conseguir um bom emprego, e não precisarão roubar ou matar para sobreviver. Além disso, quem recebe uma boa educação tem melhores princípios éticos para diferenciar o bem e o mal. Prova disso é que os países mais ricos, que possuem uma boa educação pública, têm baixos índices de violência.
    Em segundo lugar, o povo precisa tomar uma atitude. As pessoas não podem ficar indiferentes, trancadas em suas casas. Existem inúmeros projetos que provam o poder que o povo tem de ajudar crianças carentes, evitando que elas se envolvam com o crime, e reabilitar ex-criminosos.
    Por fim, é necessária uma ação conjunta dos governos de vários países para a manutenção da paz entre as nações. Acordos que respeitem a cultura de cada país são indispensáveis.
    Em síntese, o caminho para se alcançar a paz ainda é muito longo. A população e o governo precisam se unir, para, assim, o mundo se tornar um lugar mais tranquilo e sem violência.

Imagem: http://www.corbisimages.com/images/42-25089606.jpg?size=67&uid=c005e5cd-fa86-4a0d-84fa-c84a01a4129d&uniqID=9aed398c-27fd-4384-adb9-a6bb6f29d8e6

Ana Beatriz Moura

O Pequeno Reino Qualquer

    Estava vasculhando minhas gavetas, procurando por qualquer coisa, quando, entre os muitos papeis, encontrei uma pequena coroa de papelão. Não era bonita, com sua pintura irregular e suas bordas mal-cortadas, mas, olhar para ela me levou de volta a algum lugar.
   Levou-me de volta a um pequeno reino qualquer com um nome estúpido. E, de repente, era eu a rainha do reino qualquer, e sob os meus pés encontrava-se um longo tapete vermelho. Meus súditos corriam e gritavam em minha frente, enquanto eu ria e arrumava a coroa em minha cabeça.
   Na realidade, era um reino simples, com castelos feitos de areia, um tapete que era, na verdade, uma toalha, sem banquetes e sem princesas com vestidos espalhafatosos. E, no canto, deitado sob uma árvore, encontrava-se o que acreditávamos ser um dragão: um pequeno labrador dourado que dormia sem ligar para o movimento.
   Nada disso, porém, parecia importar para os moradores do pequeno reino qualquer com um nome estúpido. Tudo era real e verdadeiro, até mesmo o dragão.
   Quando o tal dragão acordou, toda a artilharia do pequeno reino estava preparada. O ataque foi bem arquitetado, mas o dragão respondeu-o com poderosas lambidas. Percebemos então que ele era forte demais e que o exército do pequeno reino não seria capaz de vencê-lo.
   Por isso, preferimos erguer a bandeira branca e entrar em casa para comer uns biscoitos.
   Depois disso, eu estava de volta ao meu quarto, com a coroa na mão. Já não era rainha de lugar nenhum, era só uma pessoa grande segurando o brinquedo de uma criança. E pessoas grandes não podem ser reis, piratas nem astronautas, a não ser que de fato o sejam. Guardei a coroa e, junto dela, as lembranças que tinha do pequeno reino.

Imagem:http://www.corbisimages.com/images/42-20049891.jpg?size=572&uid=bafb7328-98ac-43dd-a5c4-2d0e228834cd&uniqID=04fe6ad9-700c-4881-8e78-f65c0fcbd800

Ana Beatriz Moura